A Neurocirurgia Oncológica é a subespecialidade dedicada ao diagnóstico e tratamento cirúrgico de tumores que acometem o sistema nervoso central, incluindo cérebro, cerebelo, hipófise e medula espinhal.
Utilizando tecnologias de ponta — como neuronavegação, monitorização neurofisiológica intraoperatória e abordagens minimamente invasivas —, o objetivo cirúrgico é a ressecção máxima e segura da lesão, preservando ao máximo as funções neurológicas e a qualidade de vida do paciente.
Tumores primários em sua maioria benignos que se desenvolvem nas meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula). O tratamento cirúrgico foca na remoção completa da lesão e das margens de fixação, preservando os tecidos, vasos e nervos adjacentes.
Tumores originados nas células gliais do cérebro (como astrocitomas e glioblastomas). O planejamento cirúrgico é individualizado e busca a máxima ressecção citorredutora com segurança, frequentemente associado ao acompanhamento multidisciplinar com radioterapia e quimioterapia.
Tumores da glândula hipófise localizados na base do crânio. São abordados predominantemente por via endoscópica transnasal (através do nariz, sem cortes visíveis), visando remoção da lesão, descompressão das vias ópticas e restauração do equilíbrio hormonal.
Lesões tumorais que se desenvolvem no interior da medula espinhal (intramedulares, como ependimomas e astrocitomas) ou ao seu redor (extramedulares, como schwannomas e meningiomas). O tratamento cirúrgico utiliza microscopia avançada e monitorização neurofisiológica em tempo real para remover o tumor protegendo as vias motoras e sensitivas.
Lesões secundárias provenientes de tumores em outros órgãos que atingem o cérebro ou a coluna vertebral. A cirurgia é indicada para descompressão de estruturas nobres, alívio rápido da dor e da pressão intracraniana, garantindo controle local e melhora da qualidade de vida.